Um estudo denominado “O emergente dos emergentes” coordenado por Marcelo Neri e apresentado pela Fundação Getúlio Vargas com apoio do Inter-American Development Bank comparou o desempenho econômico e social do Brasil com a Rússia, Índia, China e África do Sul.
Com base nos dados da pesquisa Gallup World Poll 2009, a comparação do índice de felicidade, em uma escala de 0 a 10 pontos, entre os países formadores do BRICS o Brasil obteve uma pontuação de 8.7 seguido por Rússia e África do Sul com 5.2 e China e Índia com 4.5 pontos. Segundo Neri o Brasil foi o único país que melhorou sua posição no ranking mundial de felicidade saindo da posição número 22 em 2006 para a posição número 17 em 2009.
Ainda segundo o estudo, um dos motivos do melhor desempenho do Brasil em relação aos outros países é a diminuição na taxa de pobreza conseguida desde 2003, neste período aproximadamente 48.7 milhões de brasileiros deixaram a faixa de pobreza, “É como se as populações da Argentina e Espanha inteiras passaram para a classe média”, disse Neri.
Referente às classes sócio econômicas, os pesquisadores categorizaram a Classe A como aqueles que ganham acima de 4.215 dólares, a Classe B com rendimentos entre 3.223 e 4.215 dólares, classe C entre 750 e 3.223 dólares, classe D entre 468 e 750 dólares e classe E abaixo de 468 dólares.
Outro aspecto muito relevante da pesquisa é a comprovação da redução da desigualdade social no Brasil, assim como o aumento no número de trabalhadores formais. Por estas circunstâncias os brasileiros estão em melhor condição de consumo, podendo melhorar inclusive o padrão da alimentação da família.
Os pesquisadores reconhecem, entretanto que, apesar das melhorias o Brasil ainda tem um longo caminho pela frente visto que aproximadamente 24 milhões de brasileiros ainda estão excluídos destes benefícios econômicos conquistados nos últimos anos.